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ESTÉTICA E BELEZA 

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Beleza é fundamental?
Estudo mostra as diferenças entre o que o espelho reflete e o que a sua mente diz
Por Andrea Guedes
25/01/2010  
 

A ditadura do belo leva as pessoas a se internar em academias de ginástica e buscar todas as cirurgias plásticas existentes. Tudo em busca de um padrão de beleza imposto pela mídia. Poucas sabem, no entanto, que o corpo ideal pode não estar no silicone ou no botox, mas sim na mente. Depende da forma como você se vê.

É o que prova a psiquiatra Mônica Cristina Di Pietro, do departamento de Psiquiatria da Unifesp. Em sua dissertação de mestrado, ela adaptou o teste norte-americano Body Shape Questionnaire (Questionário da Imagem Corporal), uma série de perguntas que busca avaliar o grau de alteração da própria imagem.

Trocando em miúdos, o questionário identifica se o indivíduo se vê como ele realmente é. "Algumas pessoas se imaginam mais feias ou gordas do que são na realidade, o que chamamos de transtorno dismórfico corporal. Há casos em que o problema é tão sério que beira a obsessão", explica a psiquiatra. Daí para desenvolver doenças graves, como bulimia e anorexia, é um passo.

Além disso, há aqueles que se submetem a sucessivas cirurgias plásticas, sem nunca ficar satisfeito com o resultado. "Em casos como esse não adianta tratamentos externos, já que a questão está em como o indivíduo percebe o próprio corpo", complementa. A psicoterapia é um caminho para a cura, mas em casos mais sérios são receitados até mesmo antidepressivos. "A terapia serve para fazer a pessoa se enxergar melhor, se ver como ela realmente é", diz Mônica.

Autor do livro "Bonito é ser você", da editora Gente, o cirurgião plástico Rolando Zani prega que o especialista deve procurar o motivo que fez o paciente ir em busca da operação, um psiquiatra com bisturi na mão, como ele mesmo define. "Devemos fazer com que o indivíduo entenda que a solução para determinado problema pode não estar na cirurgia plástica", aponta. Foi o caso de sua paciente, uma mulher de 50 anos que foi bem sucedida na cirurgia plástica. Ela, no entanto, não gostou do resultado porque o objetivo da operação era não perder o marido. "Ele a deixou mesmo assim".

O indivíduo que busca incessantemente o corpo perfeito quer, na verdade, uma auto-aceitação. Ele acredita que uma lipoaspiração, por exemplo, vai trazer a felicidade ou a fuga da solidão. Quando sai da cirurgia e percebe que os problemas não foram solucionados, bate a frustração. "A beleza está mais ligada ao psicológico. A pessoa que se acha bonita vai ter mais vantagens do que aquela que se acha feia", ressalta o cirurgião.

O distúrbio da imagem, de acordo com Mônica, é freqüente e predomina no público feminino. "Pela questão social, as mulheres ficam mais vulneráveis", afirma. Porém, os homens não estão imunes ao problema. A diferença é que, neles, o que saltam aos olhos são detalhes, como nariz ou orelhas, por exemplo. Zani concorda. Para o cirurgião, a beleza ainda é um atributo feminino. "No meu consultório, cerca de 90% dos pacientes são mulheres. Os homens procuram a cirurgia para melhorar a aparência resolvendo pequenos defeitos, como a calvície, por exemplo", diz ela.

Para ficar bem resolvido, é preciso descobrir a beleza única inata a todo mundo. Esquecer os pontos fracos e ressaltar os fortes é um caminho. Cuidar da aparência é fundamental para a auto-aceitação. Vale também corrigir aquele defeito que tanto incomoda. "O importante não é o que o espelho reflete, mas o que a mente diz", finaliza Zani.

 
 
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gilvanda
19/8/2010 13:27:00
beleza é fundamental? é paralelo a isso, as duas andam de mãos dadas. é claro q a blz interior é superior, mas andam sempre juntas. costuma-se dizer num poderoso comercial: "bom, bonito e barato", sepre há uma associação ou ainda dizem: ele é tdb, kkkk, ou não é assim?!!! rsrsrs
   
Doralice
31/1/2010 00:33:00
fiquei muito contente com o conteúdo que acabei de ler. sempre me admirei e me amo muito, depois dessa matéria, vou redobrar as atenções para comigo e principalmente com meu corpo. a mente da gente é o comando de tudo, porisso que sempre procuro me arrumar e passar alegria as pessoas de meu convivio
   
Maria
29/1/2010 16:13:00
muito interessante principalmente agora que tenho 52 e uma pessoa que fica dizendo que estou velha e acabada. tento me animar pois não tenho nenhum defeito, não sou gorda mas acho que a sociedade só se volta pára os jovens ai é que acredito que não tem mais nada para mim.
   
Dora
28/1/2010 14:55:00
como uma pessoa que nunca acreditou nos elogios à sua aparência física, amei a matéria.ficou faltando endereço de um bom terapeuta em s\p.
   
Antonieta
28/1/2010 08:03:00
eu, não sou a pessoa certa para emitir esta opinião a vida toda me senti uma pessoa extremamente feia e desengonçada, gorda, baixa e com auto estima zerada. depois dos 50 passei a me querer um pouco mais, no entanto essa caminhada é longa e espinhosa, porém estou tentando há longos sete anos. ant
 

 
 
 
 
 
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