Identifique-se ou cadastre-se
email:
senha:
  Editorias
Saúde
  Sexualidade
  Cuidar de idosos
  Relacionamentos
  Maturidade
  Casa & família
  Estética & Beleza
  Corpo & Bem-Estar
  Nutrição
  Atitute positiva
  Vida Ativa
  Seguros & Finanças
  Dicas úteis
  Mulheres de 50
  Blog da Redação
   
  Comunidade
  Rede de amigos
  Bate-papo
  Gente que entende
  Opinião do leitor
  Você repórter
  Testes
  Receitas
  Eventos & viagens
  Álbuns de fotos
  Histórias de vida
  Nós na mídia
   
  Consultores
  Ana Fraiman
  Cybele Soares
  Márcia Atik
  Sérgio Savian
 
 
GENTE QUE ENTENDE 

| Mais
 
Em busca da felicidade
Uma reflexão sobre caminhos e contos de fadas
17/10/2008  
 

Por Alexandre Perlingeiro*

A maioria dos contos de fada termina com um beijo entre o herói e a donzela selando o início de uma felicidade duradoura e eterna, o famoso e tão ambicionado final feliz.

O beijo é um prêmio, um símbolo, um marco; representa uma mudança de paradigma. Para chegar ali os heróis e heroínas tiveram que passar por provas e superar obstáculos a fim de conquistar e selar sua união e felicidade eternas. E a partir desse momento eles viverão felizes para sempre!

Foi assim com Branca de Neve, é assim com quase todas as teledramaturgias... toda a trama se desenrola até o final feliz.

E, aí acaba.

Passamos nossas vidas atrás desses finais felizes. Somos carentes de finais felizes. Mas, quando o alcançamos, o que acontece? Um dia a gente finalmente encontra o nosso príncipe ou a nossa princesa encantado(a), e aí? O conto de fadas ou a novela não revelam, mas a vida continua. Sobra para nós, pobres mortais, a tarefa de escrever esse capítulo que jamais será exibido. O dia-a-dia, a rotina, os filhos, as contas, as brigas...

Se o caminho anterior ao final feliz é feito de atos heróicos, conquistas e bravuras a serem proclamadas (até para impressionar o outro), nesta parte da vida tudo passa a ser mais silencioso, sem glórias nem glamour. Por isso muitas vezes o final feliz marca o início do fim. Não suportamos viver em um mundo sem fantasias. Não suportamos o contato com a realidade. E, caso a relação seja uma daquelas poucas que sobrevivem ao passar dos anos, há também o passar dos anos... o envelhecer... a morte.

Este é o ponto central: não suportamos a idéia da morte. É desesperador saber que aquela relação vai terminar, que o amado(a) vai morrer, que eu vou morrer. Optamos por viver em um mundo de fantasias, na Terra do Nunca, onde ninguém envelhece e a morte não existe, um mundo onde a felicidade reina eterna. Por isso tentamos viver sempre até o final feliz, sem ultrapassá-lo.

De um lado o caminho do herói; de outro, o caminho da sabedoria. E o final feliz como linha divisória entre um e outro. E é claro que queremos porque queremos, de qualquer maneira, a qualquer custo, permanecer na parte heróica da história, onde o prêmio é a felicidade eterna. Se de um lado tudo é festa e aventura e no outro reina a solidão e o silêncio, por que não ficarmos eternamente comemorando? Se posso ter tudo (de bom), por que não?

E assim, de casamento em casamento, de brigas em brigas, de separação em separação e de novo casamento em novo casamento, vamos vivendo atrás de nossa felicidade.

No entanto, há aqueles casais que permanecem unidos durante 20, 30, 40, às vezes 50 anos. Que fascínio! Como conseguem? O que os mantém unidos durante tantos e tantos anos? O que é preciso fazer para que o casamento seja duradouro? Deixo a reflexão para vocês.

*Alexandre Perlingeiro é mestre em Dakshina Tantra Yoga.

 
 
| Mais
 

Matérias Relacionadas
>> Terapia da felicidade
 
 
 
   
Angelica
29/8/2010 15:11:00
bom, amadurecer, é a resposta a sua pergunta. mas isso demora muito. eu, em meus 65, nao cheguei a conhecer, ainda, o que é um casamento feliz. tive tres. essa terra do nunca... essa, em que vivemos, por força da educaçao, da religiao, da sociedade de consumo, dos padroes do coletivo...
   
maria
30/1/2010 17:06:00
o que os mantém unidos por tanto tempo é a conveniência. leia-se : .hipocrisia. vera se expessou muito bem em sua opinião.
   
maria
30/1/2010 16:58:00
o que os mantém unidos durante tantos anos é a conveniência, leia-se: hipocrisia! vera se expresou muito bem em sua opinião.
   
neusa
26/12/2009 10:52:00
infelizmente,tenho que que dizer: casamento duaradouro,nada tem a ver com "felicidade conjugal" meu.casamento tem 36 anos de idade,mas está cheio de cicatrizes tanto em mim quanto no meu marido. é impossível viver tantos anos juntos,sem que aparecça o desencantamento. as desilusões são inevitáveis
   
suzana
2/1/2009 17:41:00
nas fases de crise temos que ser otimistas e esperar os ânimos esfriarem.com o tempo os humores melhoram e o relacionamento também. forçar o diálogo é péssimo!(temos 32 anos de casamento ).
   
Sônia
25/10/2008 16:46:00
a relação entre tudo certo, mas acabou é estranha! mas algo chama a atenção realmente alexandre...fugir da realidade. eu percebo que corro demais, para fugir, para não precisar desvendar os meus sentimentos, meus desejos, meu querer. assim vou enganando o coração!!!zelando pela zona de conforto!
   
VERA
22/10/2008 22:09:00
eu penso que esses casamentos são duradouros porque o homem, sendo mais materialista, usa da infidelidade e a mulher usa o poder do sentimento da fraternidade. aí dá tudo certo.
   
Géci
22/10/2008 18:04:00
muito interessante essa matéria,e realmente ela relata a realidade das nossas vidas,refletindo penso q as pessoas que vivem tantos anos juntas,são pessoas q se acomodam com a própria vida e não buscam a ilusão,e sim sabem q outro relacionamento nada mudaria,pois sempre teremos os mesmos problemas.
 

 
 
 
 
 
leitao
airamana
M.CIDA
Myriam
Bino
Beleza Negra
Núzia
LIMS (M)
asuspiro
proferio